Era uma festa, do jeito que gostamos. A música que gostamos. Eu, solteira há 3 meses. Ele, solteiro há 8 meses. E nos vimos. Foi como se todas as pessoas se afastassem e só ficasse ele no meu campo de visão. Ele sorriu. Eu fingi que não vi. Ele chegou. Ele me chamou pra dançar. E dançamos, e conversamos. E descobrimos tanto em comum. Somos de estados vizinhos, na mesma região, embora tenhamos nos conhecido em uma cidade diferente. Ele ficaria na cidade por 6 meses, tinha acabado de chegar. Eu ficaria por mais um ano e meio e mudaria.
Ou seja, em 6 meses, ficaríamos a mil km de distância, em 18 meses, 3 mil km. Nos encontramos na semana seguinte. Em casa, mais tarde, concluí: claro que aquilo tinha sido nada, uns beijinhos e pronto, sem futuro algum, não pensarei mais nisso.
Enfim, sem entender bem, no final de semana seguinte nos vimos novamente. Passamos um feriado junto e engatamos um namoro, sabendo que nos separaríamos em breve. Mas, nos apaixonamos.
Eu, completamente. Ele, apaixonado, mas eu percebia sua dúvida. Era como se ele soubesse que um dia, mais cedo ou mais tarde, seguiríamos cada um para seu lado. Na maioria dos momentos, era um namorado muito dedicado, gentil, amoroso, sempre buscando minha felicidade. Mas, mesmo nas pequenas discussões, eu percebia que a entrega não era total.
Com dois anos de namoro, vendo que isso não mudava, acabei. Sofri, chorei, ele não quis voltar.
Eu segui. Ficamos 3 meses separados.
Um dia...
Um dia eu conto depois
Nos amamos assim, de longe, por intermédio dos fios de tecnologia que nos interligam. Nos amamos assim, a maior parte do tempo pela tela de vídeo da mensagem, por aplicativos de comunicação, pelo telefone, de longe, bem longe, mas, ainda, com tanta intensidade. Nos amamos assim, na ansiedade pelo reencontro, com o frio na barriga que nunca passa, na espera pelo voo, pela chegada. Nos amamos na partida. Geralmente, mais um mês pra te ver novamente. Compartilho aqui, pois nos amamos assim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário