Pesquisar este blog

terça-feira, 5 de maio de 2015

Como tudo começou

Era uma festa, do jeito que gostamos. A música que gostamos. Eu, solteira há 3 meses. Ele, solteiro há 8 meses. E nos vimos. Foi como se todas as pessoas se afastassem e só ficasse ele no meu campo de visão. Ele sorriu. Eu fingi que não vi. Ele chegou. Ele me chamou pra dançar. E dançamos, e conversamos. E descobrimos tanto em comum. Somos de estados vizinhos, na mesma região, embora tenhamos nos conhecido em uma cidade diferente. Ele ficaria na cidade por 6 meses, tinha acabado de chegar. Eu ficaria por mais um ano e meio e mudaria.
Ou seja, em 6 meses, ficaríamos a mil km de distância, em 18 meses, 3 mil km. Nos encontramos na semana seguinte. Em casa, mais tarde, concluí: claro que aquilo tinha sido nada, uns beijinhos e pronto, sem futuro algum, não pensarei mais nisso.
Enfim, sem entender bem, no final de semana seguinte nos vimos novamente. Passamos um feriado junto e engatamos um namoro, sabendo que nos separaríamos em breve. Mas, nos apaixonamos.
Eu, completamente. Ele, apaixonado, mas eu percebia sua dúvida. Era como se ele soubesse que um dia, mais cedo ou mais tarde, seguiríamos cada um para seu lado. Na maioria dos momentos, era um namorado muito dedicado, gentil, amoroso, sempre buscando minha felicidade. Mas, mesmo nas pequenas discussões, eu percebia que a entrega não era total.
Com dois anos de namoro, vendo que isso não mudava, acabei. Sofri, chorei, ele não quis voltar.
Eu segui. Ficamos 3 meses separados.
Um dia...
Um dia eu conto depois

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Escrevo para....

Hoje, sei que somos muitas pessoas a encontrar seu amor e descobrir que moram em cidades diferentes. No meu caso, não é uma cidade vizinha, onde a qualquer momento podemos nos encontrar. No meu caso, 3 mil km nos separam, passagens muito caras, conexões.
No meu caso, estamos juntos há três anos e queremos continuar juntos, por mais difícil que isso seja.
No meu caso, já sofri, chorei, me desesperei, acabei e voltei. Hoje digo sim, quero ficar com ele, quero ser feliz com ele e, para isso, tenho que superar todas as angústias e dores que a distância nos traz.
Digo sim, com a certeza dos que amam. Ainda assim, continuo sofrendo, chorando e questionando.
Sei que a culpa é minha. Sou ciumenta, quero estar junto, quero fazer parte da vida do meu amor e a distância só atrapalha. Sofro com qualquer saída. Sofro com qualquer ausência. Nos vemos uma vez por mês. Algumas vezes, duas. Nos intervalos, carrego o peso da distância. Não é saudável.
Talvez escrever seja o caminho para um namoro mais leve. Pode ser que consiga exorcizar meus medos e dores aqui e evitar brigas e desgastes desnecessários.
Talvez escreva pra mim, pra você, sendo mais um subterfúgio necessário para manter a serenidade e conseguir o objetivo de manter nosso relacionamento.
Aqui, falo de uma parte muito importante da minha vida. Você. Você que me ensinou tanto. Você que superou vários conceitos pré estabelecidos para ficarmos juntos. Você tão forte e corajoso.
Que seja eterno enquanto dure e que dure, dure, dure.